PROGRAMA EDUCATIVO

Nas diversas aulas pretende-se, sempre que possível, fomentar aprendizagens ativas no ensino das ciências com enfoque na experimentação e na resolução de problemas.

LABORATÓRIO

Sessões práticas, em que pensar, fazer e aprender são desafios obrigatórios. É também um espaço para experimentação e descoberta do meio natural.

ENCONTRO COM CIENTISTA

Conversa com um cientista sobre o seu trabalho, as suas descobertas e a sua importância para a sociedade.

CIÊNCIA NA COZINHA

Sessão que dá a conhecer as principais macromoléculas que constituem os alimentos, bem como os fenómenos científicos subjacentes à sua preparação.

HISTÓRIA COM CIÊNCIA

Momento de narrativa, interpretação livre e exploração prática de uma história, tendo em conta os seus conteúdos científicos e as suas potencialidades linguística, literária, estética e de comunicação.

ASTRONOMIA

Viagem, dentro de um planetário, pelo sistema solar para conhecer alguns dos seus astros e as consequências dos movimentos de rotação e de translação da Terra.

DÓING – MAKERSPACE

Espaço Maker de produção criativa, que relaciona a arte com a ciência e a engenharia no desenvolvimento e construção de projetos.

PROGRAMAÇÃO E ROBÓTICA

Atividades dedicadas à construção e à programação de pequenos robôs, para promoção da literacia digital e computação.

MATEMÁTICA

Desafios que envolvem a resolução de problemas práticos do quotidiano, recorrendo ao raciocínio matemático e à comunicação matemática.

BIOLOGIA

Sessão para conhecer melhor os morcegos, ultrapassar alguns mitos e refletir sobre a importância da sua preservação para os ecossistemas.

LABORATÓRIO

segunda-feira | 14h00 – 15h30

Atividade laboratorial para classificar materiais (sólidos e líquidos) em bons condutores e maus condutores (isoladores) da corrente elétrica e para montar circuitos elétricos com pilhas, interruptores e lâmpadas associadas em série e em paralelo.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO

 

  • Comparar diversos materiais, por exemplo, através dos circuitos elétricos, indicando se são isoladores ou condutores elétricos, e discutir as suas aplicações, bem como as regras de segurança na sua utilização.

terça-feira | 9h30 – 10h30

Aula laboratorial sobre o meio marinho, em particular os invertebrados presentes no substrato móvel. Envolve: elucidação, observação à lupa eletrónica das características e funções dos principais grupos de invertebrados marinhos e reflexão sobre as consequências da atividade humana no oceano.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO

 

  • Compreender que os seres vivos dependem uns dos outros, nomeadamente através de relações alimentares, e do meio físico, reconhecendo a importância da preservação da Natureza.
  • Reconhecer que os seres vivos se reproduzem e que os seus descendentes apresentam características semelhantes aos progenitores, mas também diferem em algumas delas.
  • Relacionar fatores do ambiente (ar, luz, temperatura, água, solo) com condições indispensáveis a diferentes etapas da vida das plantas e dos animais, a partir da realização de atividades experimentais.
  • Identificar os diferentes agentes erosivos (vento, águas correntes, ondas, precipitação, etc.), reconhecendo que dão origem a diferentes paisagens à superfície da Terra.
  • Distinguir diferentes formas de interferência do Oceano na vida humana (clima, saúde, alimentação, etc.).
  • Identificar plantas e animais em vias de extinção ou mesmo extintos, investigando as razões que conduziram a essa situação.
  • Reconhecer de que forma a atividade humana interfere no oceano (poluição, alterações nas zonas costeiras e rios, etc.).
  • Saber colocar questões, levantar hipóteses, fazer inferências, comprovar resultados e saber comunicá-los, reconhecendo como se constrói o conhecimento.

quinta-feira | 11h00 – 12h30

Atividade laboratorial para montar diversos circuitos elétricos e fazer a sua representação usando simbologia universal. Estudam-se também os efeitos no brilho de uma lâmpada, resultantes da associação em série de diversos elementos de pilha.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO

 

  • Comparar diversos materiais, por exemplo através dos circuitos elétricos, indicando se são isoladores ou condutores elétricos, e discutir as suas aplicações, bem como as regras de segurança na sua utilização.

sexta-feira | 9h30 – 10h30

Atividade, em grupo, em que os alunos partem para uma “viagem” cheia de desafios, a fim de explorarem aspetos geográficos, geológicos e biológicos da Ria de Aveiro. Os desafios permitirão aos alunos entender os motivos pelos quais a Ria de Aveiro é património natural e histórico-cultural.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO

 

  • Compreender que os seres vivos dependem uns dos outros, nomeadamente através de relações alimentares, e do meio físico, reconhecendo a importância da preservação da Natureza.
  • Identificar os diferentes agentes erosivos (vento, águas correntes, ondas, precipitação, etc.), reconhecendo que dão origem a diferentes paisagens à superfície da Terra.
  • Reconhecer o modo como as modificações ambientais (desflorestação, incêndios, assoreamento, poluição) provocam desequilíbrios nos ecossistemas e influenciam a vida dos seres vivos (sobrevivência, morte e migração) e da sociedade.
  • Identificar plantas e animais em vias de extinção ou mesmo extintos, investigando as razões que conduziram a essa situação.
  • Utilizar representações cartográficas, a diferentes escalas (em suporte de papel ou digital), para localizar formas de relevo, rios, lagos e lagoas em Portugal.
  • Recolher amostras de rochas e de solos agrupando-as de acordo com as suas propriedades (cor, textura, dureza, cheiro, permeabilidade) e exemplificar a sua aplicabilidade.
  • Reconhecer e valorizar o património natural e cultural – local, nacional, etc.- identificando na paisagem elementos naturais (sítios geológicos, espaços da Rede Natura, etc.) e vestígios materiais do passado (edifícios, pontes, moinhos e estátuas, etc.), costumes, tradições, símbolos e efemérides.
  • Identificar um problema ambiental ou social existente na sua comunidade (resíduos sólidos urbanos, poluição, pobreza, desemprego, exclusão social, etc.), propondo soluções de resolução.
  • Saber colocar questões, levantar hipóteses, fazer inferências, comprovar resultados e saber comunicá-los, reconhecendo como se constrói o conhecimento.

ENCONTRO COM CIENTISTA

sexta-feira | 14h30 – 15h30 | CMIA

Este é o momento especial da semana em que os alunos têm a possibilidade de contactar com um investigador das mais diversificadas áreas do conhecimento. O objetivo desta interação é promover o diálogo face-a-face entre alunos e quem faz ciência, de modo a dar uma visão mais real da vida e do trabalho dos investigadores que nele participam. Os intervenientes são convidados a partilhar as suas experiências, as suas histórias de vida e os seus conhecimentos científicos, com apresentação de recursos e materiais representativos da sua atividade profissional, sempre numa linguagem adaptada a crianças desta faixa etária.

OBJETIVOS

  • Conhecer o trabalho de um cientista;
  • Desmistificar estereótipos associados à figura de cientista;
  • Motivar para carreiras de ciência e de investigação.

11 outubro 2019 | 14 fevereiro 2020

 

A ideia desta pequena conversa com os mais pequenos (que afinal são grandes ☺) era partilhar com eles como me tornei investigadora, o porquê na área do ambiente e como é o dia-a-dia nesta profissão. A conversa começou, por isso, no “era uma vez…” quando tinha a idade deles (9 anos) e quando queria ser muita coisa quando fosse grande, mas onde a investigação não fazia parte dessa lista enorme. Foi bastante mais tarde, quando as ciências falaram mais alto do que as artes e me levaram a estudar num sítio longe e matérias difíceis – o que se tornou num desafio maior e mais interessante. Daí a perceber que depois de estudar, o que eu queria era continuar a estudar…foi um passo fácil. Afinal um investigador é alguém que tem que estudar e aprender todos os dias, sendo este o grande trabalho que tem pela frente. A área do ambiente é vista como uma missão, um valor maior que faz sentido guiar a vida. Neste caso em particular, na área da poluição do ar e das alterações climáticas…onde todos os pequenos e grandes têm sempre muita coisa a contar, revelar e ensinar! O resultado de juntar o estudo com esta missão é um trabalho que dá gosto. E como alguém (Confúcio!) disse um dia: “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”. E por fim, o outro grande segredo para gostar tanto do que se faz, é não fazer só isso! E ter outras artes, outros interesses, outros estudos a chamarem por nós…

Alexandra Monteiro

Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro

Licenciada em Engenharia Química (1996), mestre em Poluição Atmosférica (2003) e doutorada (2008) em Ciências Aplicadas ao Ambiente pela Universidade de Aveiro (UA). Atualmente é Investigadora Principal no Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA. Integra desde 2000 o grupo de investigação GEMAC (Grupo de Emissões, Modelação e Alterações Climáticas) inserido no Laboratório Associado CESAM (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar). Participou já em mais de 15 projetos de investigação nacionais e europeus, desenvolvendo trabalho nas áreas da qualidade do ar e alterações climáticas. As suas atividades de investigação resultaram na publicação de mais de 70 artigos em revistas científicas internacionais. Paralelamente à atividade de investigação, foi professora auxiliar convidada na Universidade de Aveiro, tendo orientado 10 teses de mestrado e 3 teses de doutoramento.

18 outubro 2019 | 13 março 2020

 

Foram apresentadas as Competições Nacionais de Ciência, com especial atenção para a matemática, bem como o jogo educativo, digital e interativo Centum-Square, que criou com o intuito de desenvolver o gosto pela matemática e pelo estudo das matemáticas escolares. A sua criação e implementação surgiu na sequência da análise do programa curricular de matemática do Reino Unido. Este jogo ganhou, em 2014, o 1º lugar dentro da sua categoria, a nível nacional, no Best Content Award, tendo representado Portugal no Best Content for Kids European Award, ficando em 2º lugar a nível europeu.

Sandra Ramos

Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro e PmatE – Projeto Matemática Ensino, Universidade de Aveiro

Licenciada em Matemática (Ensino) pela Universidade de Coimbra, Mestre em Ensino de Matemática pela Universidade de Aveiro e Doutorada em Ciências da Educação, especialidade em Tecnologia Educativa, pela Universidade do Minho. Tem ainda formação em Estudos Matemáticos pela Universitá degli studi dell’Aquila (Italia). Atualmente, é bolseira de investigação científica na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro em pareceria com o PmatE – Projeto Matemática Ensino, com sede na Universidade de Aveiro. Desde 2007, pertence à equipa de elaboração de todas as provas de matemática das Competições Nacionais de Ciência, realizadas para os ensinos básicos e secundário na Universidade de Aveiro.

15 novembro 2019

 

É feita uma contextualização de diferentes atividades no âmbito da Engenharia Civil, destacando a apresentação do conceito da resistência ao fogo de produtos e elementos da construção e a sua importância para a salvaguarda de pessoas e bens. Diversas atividades de consultoria realizadas pelo Laboratório de Estruturas e Resistência ao Fogo (LERF) são apresentadas e descritas, desde ensaios à resistência ao fogo de elementos de compartimentação à determinação numérica da resistência ao fogo de estruturas metálicas de edifícios de grandes dimensões. O LERF está equipado com um forno vertical com 3,10 m x 3,10 m de abertura livre, capaz de realizar ensaios normalizados de resistência ao fogo de acordo com a regulamentação Europeia. Com o referido equipamento, ferramentas informáticas avançadas e conhecimento adquirido o LERF está habilitado para a determinação da resistência ao fogo de acordo com as funções de: suporte de cargas de estruturas de edifícios (critério R), e de estanquidade a chamas e gases quentes (critério E) ou isolamento térmico (critério I) de elementos de compartimentação.

Nuno Lopes

Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro

Engenheiro Civil pela Universidade de Aveiro (UA), Nuno Lopes é Professor Auxiliar e Diretor do Departamento de Engenharia Civil da UA, onde completou Doutoramento Europeu na área do comportamento ao fogo de estruturas metálicas. É membro da Unidade de Investigação RISCO e Diretor Técnico do Laboratório de Estruturas e Resistência ao Fogo da UA. No âmbito da sua atividade tem participado em projetos de investigação europeus e nacionais, publicado artigos científicos em revistas e congressos e realizado pareceres técnicos sobre resistência ao fogo de estruturas e de elementos de construção. Destaca-se ainda a atribuição do Prémio Jovem Investigador 2018 da Associação Portuguesa de Mecânica Teórica, Aplicada e Computacional, pelo seu Currículo Científico em qualquer área da Mecânica Aplicada e Computacional.

22 novembro 2019

 

As embalagens alimentares são fundamentais para a proteção e preservação dos alimentos, desde a sua produção até ao consumidor final. Entre os vários materiais aplicados na produção de embalagens alimentares, os polímeros sintéticos, normalmente designados por “plásticos”, são amplamente utilizados devido à sua resistência mecânica, fácil processamento e baixo custo de produção. Contudo, o impacto ambiental tem motivado a procura de soluções alternativas. Os biopolímeros têm demonstrado resultados promissores no desenvolvimento de embalagens.

Cláudia Nunes

Departamento de Química da Universidade de Aveiro

Cláudia Nunes é Investigadora do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro no Departamento de Química da Universidade de Aveiro. Licenciou-se em Química em 1999, concluiu o Mestrado em Química de Alimentos em 2002 e o Doutoramento em Bioquímica foi concluído em 2008 na Universidade de Aveiro (UA). Ao longo da carreira, esteve envolvida no estudo estrutural de polissacarídeos de diferentes fontes e na relação com suas propriedades físicas e biológicas. O conhecimento adquirido permitiu avançar para biomateriais ativos para aplicações alimentares e biomédicas. Desde o início da carreira (2006), foram publicadas 1 patente, 4 capítulos de livros e 54 artigos em revistas internacionais com 831 citações (h = 18) e possui mais de 100 comunicações em congressos nacionais e internacionais, incluindo 20 comunicações orais.

6 dezembro 2019

 

Partilha com as crianças das experiências das investigadoras como cientistas do projeto EduPARK, possibilitando a construção de uma visão mais real da vida e do trabalho dos investigadores. Adicionalmente, proporciona-se uma oportunidade de experimentar a app EduPARK como se estivessem no Parque Infante D. Pedro. No CMIA – Centro Municipal de Interpretação Ambiental, simula-se o jogo de uma etapa do guião educativo para o 1.º CEB, no exterior, de forma a dar a conhecer um recurso educativo que todos podem explorar no parque da sua cidade para aprender de forma contextualizada e significativa.

Lúcia Pombo

CIDTFF e Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro

Investigadora Auxiliar da Universidade de Aveiro (UA), Vice-Coordenadora do Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF). É Doutorada em Biologia, Doutorada em Educação, Mestre em Ciências das Zonas Costeiras e Licenciada em Biologia. É Coordenadora do Projeto EduPARK financiado por FEDER & FCT (edupark.web.ua.pt). Tem investigado na área do Mobile learning, Realidade Aumentada e Game-based learning.

Margarida M. Marques

CIDTFF e Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro

Investigadora do Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) e membro do Projeto EduPARK. Doutorada em Didática e Formação, Mestre em Gestão Curricular e Licenciada em Ensino de Biologia e Geologia, pela Universidade de Aveiro. Tem trabalhado na área da Educação em Ciências suportada pelo uso dos Dispositivos Móveis, Realidade Aumentada e Jogo.

13 dezembro 2019

 

A investigadora começou por abordar os diferentes campos de atuação de um cientista, dando especial enfoque à Bioquímica Alimentar, o seu domínio de especialização, onde referiu os seus principais objetivos:

 

a. conhecer a composição química e bioquímica dos alimentos e

b. valorizar os resíduos da indústria alimentar (ex. águas de lavagem de alimentos, cascas e caroços, entre outros).

 

A investigadora referiu que sempre foi muito curiosa e sempre gostou de fazer experiências, tendo sido estes fatores que a levaram a escolher um curso de Bioquímica e Química Alimentar. Os primeiros passos como investigadora decorreram no âmbito do seu doutoramento, onde abordou a temática da determinação da composição volátil (propriedades de aroma) de diferentes variedades de uvas e vinhos. Neste momento, como investigadora de pós-doutoramento está a estudar os compostos castanhos de alto peso molecular (melanoidinas) que resultam do processamento térmico dos alimentos (café verde / café torrado e batatas fritas) e aos quais estão associadas propriedades benéficas para a saúde. A cientista abordou a problemática da poluição provocada pelo uso excessivo de plásticos de origem fóssil, falando das alternativas que está a desenvolver através da reutilização de desperdícios da indústria alimentar, nomeadamente no uso do amido existente nas águas de lavagem das batatas e no uso de compostos fenólicos existentes nas cascas de batata e na pele de prata do café. Os pequenos cientistas tiveram a oportunidade de realizar uma pequena experiência, usando um indicador (tintura de iodo) que permitia determinar a presença de amido em amostras. Tiveram também a oportunidade de ver, sentir, cheirar alguns dos materiais (películas à base de amido de batata, granulados e filamentos de diferentes tamanhos feitos à base de amido e pele de prata de café) desenvolvidos até ao momento, pela investigadora. A investigadora referiu que passa muitas horas no laboratório pois tem de realizar muitas experiências, mas referiu que este era um trabalho enriquecedor e muito divertido, que lhe permitia dar uma nova vida ao “lixo” produzido pelas indústrias da área alimentar. Por fim, a investigadora referiu que para a carreira de um cientista é fundamental divulgar os seus resultados através da participação em conferências/congressos nacionais e internacionais e publicar artigos científicos, de modo a que outras pessoas possam ter acesso às descobertas realizadas.

Sílvia Lancha Petronilho

Departamento de Química da Universidade de Aveiro e Departamento de Química da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Sílvia Petronilho concluiu a sua Licenciatura (4 anos) e Mestrado (1 ano) em 2007 e 2008, respetivamente, em Bioquímica e Química Alimentar, na Universidade de Aveiro (UA). Em 2009, trabalhou num projeto de co-promoção (QREN 1561, UA, FoodFlowExtract). De janeiro de 2010 a fevereiro de 2015, desenvolveu o seu trabalho de doutoramento em Química (UA), no domínio da implementação de um conceito de viticultura sustentável na Região Demarcada da Bairrada. De junho de 2013 a dezembro de 2015, integrou a equipa de investigação de um projeto FCT (EXCL/AGR-TEC/0336/2012). De janeiro de 2016 a junho de 2017, desenvolveu atividades de ensino a estudantes de Licenciatura em Enfermagem e Ciências Biomédicas. Em julho de 2017 iniciou o seu trabalho de pós-doutoramento que visa o isolamento e caracterização química de compostos castanhos (melanoidinas) que se formam durante o processamento térmico dos alimentos (ex. batatas fritas). Está também a desenvolver materiais biodegradáveis usando os desperdícios da indústria da batata frita. Em 2018, iniciou tarefas de supervisão, como orientadora de alunos de Licenciatura em Bioquímica. É autora de 7 artigos publicados em revistas científicas internacionais (índice h de 7) e 2 artigos publicados em revistas técnico-científicas a convite do editor. É autora/coautora de 1 patente (PT 105390), 1 capítulo de livro, 20 comunicações em congressos internacionais e nacionais (comunicações orais e de pósteres), e participou em várias ações de divulgação, como TechDays e UAOpenCampus.

10 janeiro 2020

 

Os medicamentos são essenciais para a qualidade de vida das pessoas. No entanto, e como cada vez são mais utilizados, são necessários cuidados relacionados com a sua toma e descarte (prescrição obrigatória e descarte pela “valormed”). Por outro lado, após a toma de um medicamento este não é completamente metabolizado pelo organismo e acaba por ser excretado pela urina sendo assim introduzidos no ciclo urbano da água. Como a sua remoção nas estações de tratamento de águas residuais (ETAR) não é eficaz, estes compostos são introduzidos nos rios e oceanos. É então necessário desenvolver tecnologias que permitam a eliminação destes medicamentos da urina, pois o volume a tratar é inferior ao volume que seria necessário tratar numa ETAR. Uma das estratégias passa pelo desenvolvimento de materiais modificados, que adsorvam os fármacos, “filtrando” a urina e removendo os fármacos. O resultado será uma urina “limpa” que pode ser descartada para a rede de saneamento.

Márcia Carvalho Neves

Departamento de Química da Universidade de Aveiro

17 janeiro 2020

 

Todos desejamos uma cidade melhor, mas produzimos pouco conhecimento sobre as necessidades e anseios de quem a habita. E quando o fazemos, auscultamos sobretudo as pessoas mais velhas. As crianças ficam normalmente fora deste radar. No âmbito da Escola Ciência Viva dinamizei uma sessão do “Encontro com o Cientista” com uma turma do 4º ano da EB da Vera Cruz. Foi uma conversa muito rica com rapazes e raparigas interessados e dialogantes. Do trabalho realizado, concluiu-se que 2/3 dos alunos vão de carro para a escola. Apesar de morarem próximos uns dos outros, não partilham o carro na deslocação. Alguns vão de bicicleta, mas só de vez em quando. Quando se pergunta sobre o que mais gostam na cidade, as preferências vão para o Fórum (9/24), os Parques (7/24) e os Pavilhões Desportivos (4/24). Sobre o que não gostam, falam da poluição, dos edifícios degradados e … das casas de banho públicas! Deixaram várias propostas de melhoria, mais jardins, mais limpeza e uma “kid zona” onde possam brincar. No final, quando se despediam, um deles disse-me: agora fico à espera para ver se isto se concretiza!

José Carlos Mota

Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro

Professor Auxiliar no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro (UA) e investigador do GOVCOPP. É diretor do Mestrado em Planeamento Regional e Urbano. Desempenhou o papel de coordenador da Plataforma Tecnológica da Bicicleta da UA entre 2014-2018. Atualmente, é o coordenador técnico na UA do projeto UBIKE (2017-2019), do projeto BOOST Starter Cycling Cities financiado pela FCT (2018-2021). Está envolvido no lançamento do projeto Laboratório Cívico Santiago (Aveiro) e em vários processos colaborativos em instrumentos de planeamento (Revisão do PDM da Maia, Paisagem Protegida do Sousa Superior).

7 fevereiro 2020

 

A apresentação focou aspetos gerais sobre a diversidade de vida nos oceanos e região costeira. Foi orientada em função das intervenções dos participantes e recorreu-se a algum material levado para o local e imagens.

Ana Maria Jesus Rodrigues

Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro

É doutorada pela Universidade de Stirling (Escócia), docente do departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, investigadora do CESAM e membro da Comissão Científica da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. A sua carreira de investigação iniciou-se no LNETI (Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial), em 1981, e esteve sempre relacionada com a Biologia marinha, Ecologia e Biodiversidade e na utilização dos macroinvertebrados bentónicos para avaliar o estado de qualidade dos ecossistemas costeiros. Em 1993 ingressou no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e continuou a linha de investigação anterior. Em termos de docência tem lecionado disciplinas na área da Biodiversidade e Ecologia. É colaboradora da Fábrica Centro Ciência Viva e é membro da sua Comissão Científica. A comunicação de ciência sempre foi um dos seus maiores interesses e desenvolveu (em colaboração) vários projetos nessa área destacando-se o projeto BioRede (www.biorede.pt), Nartural (www.biorede.pt/Nartural), Radical (CD-Rom’s “Vamos conhecer melhor os Anelídeos” e “Vamos conhecer melhor os Equinodermes”), Descobrindo a Biodiversidade na Cidade de Aveiro (CD-Rom) e, mais recentemente, o projeto Do Ar à Água que deu origem aos vídeos “Viajantes do Ar” (https://vimeo.com/100140108), “Nascer na Ria” (https://vimeo.com/100150805), “A Cegonha-branca” (https://vimeo.com/100150808), e “A Ria por Dentro” (https://vimeo.com/100150807).

CIÊNCIA NA COZINHA

segunda-feira | 11h00 – 12h30

Atividade laboratorial em que é abordada a importância de uma alimentação saudável e as principais macromoléculas e grupos de nutrientes presentes nos alimentos.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

BLOCO 1 – À DESCOBERTA DE SI MESMO

 

A saúde do seu corpo (1º ano)

  • Conhecer normas de higiene alimentar (importância de uma alimentação variada, lavar bem os alimentos que se consomem crus, desvantagem do consumo excessivo de doces, refrigerantes…).

A saúde do seu corpo (2º ano)

  • Conhecer e aplicar normas de higiene alimentar ((identificação dos alimentos indispensáveis a uma vida saudável, verificação do prazo de validade dos alimentos…).

Aprendizagens essenciais de Estudo do Meio

  • Identificar fatores que concorrem para o bem-estar físico e psicológico, individual e coletivo, desenvolvendo rotinas diárias de higiene pessoal, alimentar, do vestuário e dos espaços de uso coletivo.

HISTÓRIA COM CIÊNCIA

terça-feira | 14h00 – 15h30

A partir da narração de uma história, explora-se o texto (interpretando, resumindo, recontando) e aflora-se a importância dos sistemas do nosso organismo, das células sanguíneas, suas funções-base. Pratica-se observação ao microscópio e fomenta-se um comportamento cívico interventivo.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE PORTUGUÊS

 

  • Selecionar informação relevante em função dos objetivos de escuta e registá-la por meio de técnicas diversas.
  • Planear, produzir e avaliar discursos orais breves, com vocabulário variado e frases complexas, individualmente ou em grupo.
  • Usar a palavra para exprimir opiniões e partilhar ideias de forma audível, com boa articulação, entoação e ritmos adequados.
  • Manifestar ideias, sentimentos e pontos de vista suscitados por histórias ou poemas ouvidos ou lidos.
  • Escrever relatos (com situação inicial, peripécias e conclusão), com descrição e relato do discurso das personagens, representado por meio de discurso direto e de discurso indireto.

 

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO

 

  • Descrever, de forma simplificada (…) os sistemas (…) circulatório, (…) reconhecendo que o seu bom funcionamento implica cuidados específicos.
  • Reconhecer mecanismos simples de defesa do organismo.
  • Reconhecer a importância da evolução tecnológica para a evolução da sociedade, relacionando (…) soluções tecnológicas com diferentes necessidades e problemas do quotidiano (previsão/ mitigação da ocorrência de (…) –problemas de– saúde, (…).).
  • Saber colocar questões, levantar hipóteses, fazer inferências, (…) e saber comunicá-los, reconhecendo como se constrói o conhecimento.

ASTRONOMIA

quarta-feira | 14h00 – 15h30

Viagem fictícia, num planetário, aos planetas do nosso Sistema Solar, para conhecer algumas das suas particularidades, observar constelações e verificar a importância da estrela polar na orientação. Esta atividade permite ainda conhecer outros processos de localização dos pontos cardeais (posição do Sol, bússola e tamanho da sombra); simular e compreender as consequências dos movimentos de rotação da Terra (sucessão dos dias e das noites) e da sua translação (estações do ano).

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO – 3º ANO

 

  • Relacionar os movimentos de rotação e translação da Terra com a sucessão do dia e da noite e a existência de estações do ano.
  • Utilizar instrumentos de medida, para orientação e localização no espaço de elementos naturais e humanos do meio local e da região onde vive, tendo como referência os pontos cardeais.

 

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO – 4º ANO

 

  • Localizar o planeta Terra no Sistema Solar, representando-o de diversas formas.
  • Utilizar diversos processos para referenciar os pontos cardeais (posição do Sol, bússola, estrela polar), na orientação, localização e deslocação à superfície da Terra.

DÓING – MAKERSPACE

quarta-feira | 9h30 – 12h30

Atividade de projeto maker dedicada à construção, pelos alunos em grupo, de uma luminária, usando diversas técnicas tais como furar, cortar, soldar, colar a quente, desenhar e montar um circuito elétrico simples.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO

 

  • Manipular, imaginar, criar ou transformar objetos técnicos simples;
    Mobilizar saberes culturais, científicos e tecnológicos para compreender a realidade e para resolver situações e problemas do quotidiano.

 

Programa de Estudo do Meio (Bloco 5, 4º Ano)

  • Manusear objetos em situações concretas (tesoura, martelo, sacho, serrote, máquina fotográfica e de escrever, gravador, retroprojetor, projetor de diapositivos, lupa, bússola, microscópio…) .
  • Conhecer e aplicar alguns cuidados na sua utilização e conservação.
    Reconhecer a importância da leitura das instruções e/ou normas de utilização.

PROGRAMAÇÃO E ROBÓTICA

terça-feira | 11h00 – 12h30

Atividade para promoção da literacia digital e computação. Pretende mostrar que a programação está ao alcance de todos e explorar de forma divertida algumas noções fundamentais de programação: ciclo, decisão condicional, erros de lógica em processamento computacional de informação.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

 

Domínio: Comunicar e Colaborar

  • Colaborar com os colegas, utilizando ferramentas digitais, para criar de forma conjunta um produto digital (um texto, um vídeo, uma apresentação, entre outros);
  • Apresentar e partilhar os produtos desenvolvidos, utilizando meios digitais de comunicação e colaboração.

 

Domínio: Criar e Inovar

  • O aluno conhece estratégias e ferramentas digitais de apoio à criatividade, sendo capaz de: Utilizar as TIC para gerar ideias, planos e processos de modo a criar soluções para problemas do quotidiano.
  • Identificar e compreender a utilização do digital e o seu potencial na compreensão do mundo que os rodeia;
  • Compreender a importância da produção de artefactos digitais;
  • Utilizar e transformar informação digital, sendo capaz de criar novos artefactos;
  • Identificar e resolver problemas matemáticos simples, com apoio em ferramentas digitais;
  • Criar algoritmos de complexidade baixa para a resolução de desafios e problemas específicos;
  • Distinguir as características, funcionalidades e aplicabilidade de diferentes objetos tangíveis (robôs, drones, entre outros);
  • Resolver desafios através da programação de objetos tangíveis.

sexta-feira | 11h00 – 12h30

Sessão de construção e programação de pequenos robôs da Lego, para resolverem problemas/desafios. Os alunos são convidados a usar pensamento matemático e computacional para desenharem protótipos, programarem e avaliarem a eficácia de propostas de engenharia, de modo a fazerem mover um veículo espacial em Marte.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

 

Domínio: Criar e Inovar

O aluno conhece estratégias e ferramentas digitais de apoio à criatividade, sendo capaz de: Utilizar as TIC para gerar ideias, planos e processos de modo a criar soluções para problemas do quotidiano.

  • Identificar e compreender a utilização do digital e o seu potencial na compreensão do mundo que os rodeia;
  • Compreender a importância da produção de artefactos digitais;
  • Utilizar e transformar informação digital, sendo capaz de criar novos artefactos;
  • Identificar e resolver problemas matemáticos simples, com apoio em ferramentas digitais;
  • Criar algoritmos de complexidade baixa para a resolução de desafios e problemas específicos;
  • Distinguir as características, funcionalidades e aplicabilidade de diferentes objetos tangíveis (robôs, drones, entre outros);
  • Resolver desafios através da programação de objetos tangíveis.

 

Domínio: Comunicar e Colaborar

  • Colaborar com os colegas, utilizando ferramentas digitais, para criar de forma conjunta um produto digital (um texto, um vídeo, uma apresentação, entre outros);
  • Apresentar e partilhar os produtos desenvolvidos, utilizando meios digitais de comunicação e colaboração.

MATEMÁTICA

quinta-feira | 14h00 – 15h30

Atividade de resolução de problemas em grupo, envolvendo raciocínio e linguagem matemática, usando números (naturais e racionais não negativos) e operações diversas.

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE MATEMÁTICA

 

  • Desenvolver interesse pela Matemática e valorizar o seu papel no desenvolvimento das outras ciências e domínios da atividade humana e social.
  • Desenvolver confiança nas suas capacidades e conhecimentos matemáticos, e a capacidade de analisar o próprio trabalho e regular a sua aprendizagem.
  • Desenvolver persistência, autonomia e à-vontade em lidar com situações que envolvam a Matemática.
  • Reconhecer relações numéricas e propriedades das operações e utilizá-las em situações de cálculo.
  • Reconhecer e memorizar factos básicos da multiplicação e da divisão.
  • Calcular com números racionais não negativos na representação decimal, recorrendo ao cálculo mental e a algoritmos.
  • Representar números racionais não negativos na forma de fração, decimal e percentagem; estabelecer relações entre as diferentes representações e utilizá-los em diferentes contextos, matemáticos e não matemáticos.

BIOLOGIA

quinta-feira | 9h30 – 10h30

Aula para desmistificar ideias pré-concebidas sobre estes mamíferos, relevando a importância dos morcegos no equilíbrio dos ecossistemas e sensibilizando os alunos para a sua preservação (combatendo a noção de que os morcegos são perigosos e devem ser extintos: noção incorreta de boa parte da população).

LIGAÇÃO AOS CURRÍCULOS ESCOLARES

APRENDIZAGENS ESSENCIAIS DE ESTUDO DO MEIO

  • Compreender que os seres vivos dependem uns dos outros, nomeadamente através de relações alimentares, e do meio físico, reconhecendo a importância da preservação da natureza.
  • Reconhecer que os seres vivos se reproduzem e que os seus descendentes apresentam caraterísticas semelhantes aos progenitores, mas também diferem em algumas delas.
  • Reconhecer o modo como as modificações ambientais (desflorestação, incêndios, assoreamento, poluição) provocam desequilíbrios nos ecossistemas e influenciam a vida dos seres vivos (sobrevivência, morte e migração) e da sociedade.
  • Identificar plantas e animais em vias de extinção ou mesmo extintos, investigando as razões que conduziram a essa situação.